Pague Menos fatura R$ 10 milhões com venda de remédios pela internet

Pague Menos fatura R$ 10 milhões com venda de remédios pela internet

Seguindo a tendência das varejistas online, a Pague Menos, terceiro maior grupo de farmácias do Brasil, faturou R$ 10 milhões com venda de medicamentos até setembro. As informações são da “Coluna do Broad”, do jornal “O Estado de São Paulo”.

De acordo com a publicação, o faturamento representa um crescimento de 45% em relação ao mesmo período do ano passado.

A publicação destaca, ainda, que a venda de itens de saúde e perfumes pela internet ainda é tímido no Brasil, comparado ao mercado dos Estados Unidos. Por outro lado, corresponde a 6% de tudo que se vende na internet brasileira.

Fonte: Giro Business Digital

Vendas de medicamentos crescem 4,5% em agosto

Vendas de medicamentos crescem 4,5% em agosto

Em agosto deste ano, o mercado farmacêutico no Brasil apresentou aumento de 4,5% em vendas de unidades de medicamentos em relação ao mesmo mês de 2016. Foram comercializadas 986 milhões de unidades no período, enquanto que no ano passado foram 943,7 milhões. Já o faturamento de agosto chegou ao valor de R$ 13.950 bilhões, um aumento de 13,5% em relação ao mesmo mês de 2016, quando o montante foi de R$ 12,3 bilhões.

Os dados apresentados fazem parte da pesquisa mensal da QuintilesIMS, apurados a pedido da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), entidade que reúne 147 associados e distribuidores presentes em 95% dos municípios brasileiros e atendem os 27 Estados. No varejo farma, eles atendem 85% das farmácias do país.

De janeiro a agosto de 2017, os associados da Abradilan foram responsáveis pelas vendas de 675,1 milhões em unidades de medicamentos, representando aumento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2016, quando foram vendidas 647,5 milhões de unidades. Já as vendas totalizaram R$ 9.620 bilhões em agosto deste ano, sendo que no mesmo mês de 2016 foi de R$ 8.520 bilhões, um aumento de 12,9% no período comparativo. “A demanda é forte, especialmente entre os genéricos, porque o brasileiro está cada vez preocupado com a saúde e tem o acesso mais fácil aos medicamentos”, afirma Juliano Vinhal, presidente da Abradilan.

Vendas gerais do mercado – No acumulado dos últimos 12 meses, as vendas no setor, com base no preço ao consumidor, totalizaram R$ 102,2 bilhões, enquanto que no mesmo período de 2016 foram R$ 91,1 bilhões. Em unidades, no total, foram comercializadas 5,2 bilhões desde agosto de 2016 a agosto último.

Fonte: Assessoria de Imprensa/Abradilan

Departamento Jurídico ganha causa em favor das farmácias

Departamento Jurídico ganha causa em favor das farmácias

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O Departamento Jurídico da Ascoferj ganhou mais uma causa em favor dos associados da entidade e todo o varejo farmacêutico vai se beneficiar. A Lei Municipal nº 5.870/15 foi declarada inconstitucional. Ela obrigava todo o comércio varejista, inclusive farmácias e drogarias, a oferecer ao consumidor o empacotamento adequado em embalagens compatíveis com a respectiva mercadoria para transporte físico. A decisão foi proferida pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, no dia 10 de outubro.  Em 2015, o Departamento Jurídico da Ascoferj ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a lei, que apenas determinava o tipo de empacotamento para quem comercializasse produtos alimentícios e de natureza tóxica, não informando qual seria o tipo de embalagem para os estabelecimentos que vendessem produtos de higiene e saúde, como é o caso de farmácias e drogarias.

Departamento Jurídico Ascoferj

Aché lança aplicativo de rastreabilidade de medicamentos

Aché lança aplicativo de rastreabilidade de medicamentos

Lançado este mês, o aplicativo Aché – Meus Medicamentos, do laboratório Aché, presta um importante serviço ao varejo e ao consumidor ao permitir a consulta de informações sobre os medicamentos e produtos da empresa. Para isso, basta o consumidor escanear o código de barras ou o QRCode na embalagem para consultar o local e setor de fabricação do produto e as etapas da produção, desde a pesagem dos ingredientes até a embalagem secundária e envio para distribuição. “Por meio do aplicativo, oferecemos informações adicionais relacionadas à saúde e ao bem-estar, além de dar ao cliente e ao varejista a garantia de origem do produto fortalecendo nossas marcas”, diz Paulo Nigro, presidente do Aché.

A iniciativa faz parte do programa de rastreabilidade do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM), instituído pela Lei nº 11.903 e que começa a valer para toda a cadeia farmacêutica a partir de 2021. Aprovada em janeiro de 2017, a lei da rastreabilidade de medicamentos no Brasil é um tema de alta relevância, pois possibilita ao consumidor a garantia de origem e deve contribuir para inibir a comercialização de produtos roubados ou falsificados. O mercado farmacêutico mundial movimenta mais de US$ 1 trilhão de dólares por ano e o setor sofre com alto grau de falsificações. Segundo a WHO (World Health Organization) e o Center for Medicine in the Public Interest, os medicamentos falsificados representam até 10% do total no mundo.

Para atender à nova legislação, já foram investidos pela farmacêutica cerca de R$ 23 milhões em equipamentos para rastreabilidade e desenvolvimento dos sistemas de validação e banco de dados. Até o fim de 2021, o investimento total deve ultrapassar os R$ 46 milhões. A plataforma também traz a bula digital e disponibiliza conteúdos informativos que auxiliam no tratamento. Um deles é um vídeo sobre a intercambialidade de remédios, que explica, com base na legislação vigente, quais medicamentos podem ser trocados na hora da compra, sem colocar em risco o sucesso do tratamento. O aplicativo já está disponível para download gratuito na Play Store e Apple Store, para as plataformas Android e iOS.

Fonte: Panorama Farmacêutico

Prepare sua farmácia para a venda do teste de HIV

Prepare sua farmácia para a venda do teste de HIV

Revista da Farmácia – ed. 200:

No fim de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou a população para uma tendência crescente de resistência do vírus HIV às drogas disponíveis. Especialistas afirmam que esse fator é resultado de pacientes que adquirem o vírus, iniciam o tratamento e não dão continuidade conforme as prescrições médicas.

O Brasil se encontra na lista de países onde essa resistência foi identificada, mas com índice menor que 10%. Por enquanto, foram reportados 1.391 casos. Ainda segundo a OMS, das 36,7 milhões de pessoas que convivem com o HIV em todo o mundo, 19,5 milhões têm acesso a algum tipo de terapia antirretroviral. A OMS prevê um adicional de 135 mil óbitos e 105 mil novas infecções nos próximos cinco anos, caso novas medidas não sejam tomadas.

 

Autoteste em farmácias

ACTION - site

As farmácias e drogarias do País já contam com a venda do autoteste para a triagem do HIV, o Action, da empresa Orangelife. O produto foi registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 15 de julho. Com a liberação da venda do autoteste, é fundamental que farmacêuticos e balconistas saibam fazer corretamente a venda do produto.

Guilherme Torres, diretor Farmacêutico da Automatiza Sistemas, empresa que presta consultoria e treinamento aos profissionais do setor, aconselha que o primeiro passo seja incentivar o consumidor a realizar o autoteste dentro do estabelecimento e acompanhado por um farmacêutico. “Dessa forma, o profissional poderá passar as informações iniciais sobre o manejo do teste, evitando que o paciente fique nervoso ou ansioso. O farmacêutico também deve frisar que o exame comprado na farmácia não tem valor de diagnóstico e que a presença dele é para auxiliar no que for preciso”, orienta Torres.

Nos casos em que o resultado é positivo, a farmácia tem a opção de colocar um psicólogo à disposição do paciente. “Neste momento, o farmacêutico faz contato por telefone com o psicólogo para que ele converse diretamente com o cliente, acalmando-o. Logo em seguida, os dois profissionais preparam um encaminhamento documentado a um médico para que o paciente seja acompanhado por ele”, acrescenta.

Quando o exame é feito em casa, não é possível oferecer apoio profissional. “Por esse motivo, capacitamos toda a equipe para que os clientes sejam incentivados a fazer o teste na farmácia”, completa Torres. Mas, se o paciente decidir fazer na residência, o farmacêutico pode aconselhar que ele leia todas as instruções de uso na embalagem do produto.

O kit da Action contém todos os itens necessários para realização do exame domesticamente. A pessoa coleta uma gota de sangue, por punção digital, e o resultado é apresentado entre 15 a 20 minutos depois. Por recomendação do Ministério da Saúde (MS), ele precisa ser feito 30 dias após a última possível exposição ao HIV. Esse período de um mês é o tempo que o organismo precisa para produzir anticorpos em níveis que o autoteste consiga detectar. Se acontecer uma nova exposição após esse período, um novo teste precisa ser feito.

O responsável pela direção comercial do Action no canal farma, Antonio Carlos Graça, explica que o resultado é apresentado por meio do aparecimento de linhas na janela de resultado. “Uma linha colorida dentro da janela na banda C indica negativo. Já duas linhas coloridas nas bandas T e C é resultado positivo, lembrando que a eficácia do produto é de 99,9%”, alerta.

Graça esclarece ainda que, apresentando resultado negativo, o ideal é repetir o exame após 30 dias do primeiro teste e outra vez depois de mais 30 até completar 120 dias após a primeira exposição.

 

Procura pelo teste

O farmacêutico e proprietário da Farmácia do Leme, Ricardo Valdetaro, que realiza a venda dos autotestes em sua loja, conta que a equipe foi capacitada para esse tipo de venda. “Eles são orientados a agir com naturalidade na hora da dispensação do produto, mantendo as informações do paciente em total sigilo. Temos a cultura de zelar pela privacidade dos nossos clientes, o que nos ajuda a manter um bom atendimento, principalmente nesses casos”, diz.

Valdetaro iniciou a comercialização do kit em julho e diz que a saída do produto das prateleiras o surpreendeu, porque foi bem expressiva. “Pensei que não fosse vender tanto, mas, para minha surpresa, no mesmo dia em que recebi o autoteste na loja, vendi todos eles, o que corresponde a um total de três em apenas um dia. Na mesma semana, comprei mais seis unidades e todas foram vendidas”, lembra.

Dentro da Farmácia do Leme, o kit fica posicionado atrás do balcão, forçando o consumidor a solicitar ao balconista. “Organizamos o produto ao lado dos preservativos e testes de gravidez, o que ajuda o cliente a lembrar que ali também tem o autoteste de HIV. Percebi que a maioria comprou sem nenhum constrangimento, o que também me surpreendeu”,  conta.

O gerente da Drogaria Fátima, com lojas no Centro e Tijuca, Roberge de Lima, diz que comprou o autoteste para vender nas lojas, mas o produto ainda não teve uma procura significativa por parte dos clientes. “Acredito que os consumidores que tiverem interesse em fazer o exame vão optar pela entrega em domicílio. Isso para manter a privacidade, já que muitos preferem não se expor”, afirma.

Roberge explica que os profissionais da drogaria são orientados a manter todas as informações dos clientes em total sigilo, principalmente quando se trata desse tipo de venda. “Quando o produto é vendido dentro do estabelecimento, informamos que, na embalagem, há informações de como usar o autoteste e mais o número do Disque Saúde, que é 136, caso ele precise de orientações acerca do assunto”, completa.

A Drogaria Droga Mar, localizada no Jardim Botânico, em menos de um mês, realizou a venda de quatro autotestes no estabelecimento. “Compramos para a revenda a quantidade de seis unidades e vendemos mais da metade. Apesar das vendas, percebo que o produto precisa ser mais divulgado para a população. Muitos não sabem que na farmácia podem encontrar o teste para ser feito em casa”, comenta a gerente da Droga Mar, Vânia Maria Ramos.

Uma estratégia usada pela drogaria foi deixar o produto à venda na loja ao alcance do cliente. Vania relata que ele foi exposto ao lado dos preservativos e lubrificantes para o consumidor saber que ali é possível comprar o autoteste do HIV.

Os profissionais da drogaria também foram capacitados para realizar a venda no estabelecimento. “Quando chega um cliente, eles orientam da melhor maneira, esclarecendo todas as dúvidas e explicando como o exame deve ser feito”, conclui Vânia.

Comunicação Ascoferj

 

A distribuição chega a todos os lugares

A distribuição chega a todos os lugares

Revista da Farmácia – ed. 200:

para site

Juliano Vinhal, novo presidente da Abradilan

A diretoria da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan) tem um novo presidente, que assume o cargo pela segunda vez: Juliano Vinhal, que começou sua trajetória em 1984, trabalhando com o pai em uma farmácia de Minas Gerais. No setor de distribuição, iniciou a caminhada em 1994, quando fundou a Meditem Distribuidora de Medicamentos, em Patos de Minas, permanecendo até hoje. A primeira ocasião em que esteve à frente da Abradilan foi em 2011/2013. Agora, Vinhal volta à presidência com energia renovada. Nesta entrevista à Revista da Farmácia, Vinhal fala da nova gestão e do momento atual da distribuição no País.

 

Revista da Farmácia: Quais são as principais metas de sua segunda gestão na Abradilan?

Juliano Vinhal: É sempre um grande desafio dirigir uma associação, mesmo aquela que já conheço muito bem. Hoje estamos com 147 associados em 27 estados, visitando 95% dos municípios e atendendo a 78% das farmácias em todo o País. Além disso, a cada ano, incrementamos a Abradilan Conexão Farma, hoje a maior feira do setor farmacêutico. Em 2018, o evento será realizado na São Paulo Expo, num ambiente com grandes diferenciais para facilitar a sinergia e a conexão entre todos os envolvidos. Este ano, ainda teremos o 2º Fórum Abradilan de Desenvolvimento Empresarial, nos dias 14 e 15 de setembro, em São Paulo, a nossa Viagem Técnica Internacional a Lisboa, Portugal, e terminaremos 2017 com a nossa tradicional convenção, na Riviera Maia, no México.

 

RF: O tempo passou e o mercado mudou. O que o senhor pretende fazer de diferente da primeira para a segunda gestão?

Vinhal: Mudanças sempre são necessárias para que haja movimento. No momento, estamos discutindo o que deu e não deu certo para promovermos melhorias. Estamos analisando resultados para trazer ainda mais eficiência. Queremos saber sempre quais as principais ansiedades de nossos associados e poder alinhar seus desejos com o propósito da Abradilan. A participação de todos é imprescindível para que a sinergia nos leve para um patamar ainda maior. Mas uma coisa é certa: mesmo com a mudança na gestão, continuamos com a mesma linha, que é promover a união entre os associados e sócios colaboradores e a capacitação deles, hoje fundamental numa era em que a informação faz a diferença. Por isso, além do fórum, as palestras, os workshops na Abradilan Conexão Farma e as viagens técnicas, estamos também acompanhando e participando cada vez mais das discussões com órgãos governamentais, antecipando notícias a todos os envolvidos e promovendo aprendizado para que os associados possam ter uma gestão ainda mais afinada para lidar com a competição que o mercado exige atualmente.

 

RF: Hoje, quais são os maiores desafios de uma associação do porte da Abradilan?

Vinhal: Ainda somos um setor privilegiado, pois mesmo com a retração econômica, nosso segmento continua com bons números de crescimento. Sabemos que não teremos índices como tínhamos antigamente, portanto, temos de ter eficiência operacional de forma inteligente. Temos empresas de pesquisas nos auxiliando, tecnologia de informação na produção etc. Por isso, continuo afirmando que o maior desafio é a capacitação e a inovação, já que o mundo fala hoje em indústria 4.0, Internet das Coisas (IoT), inteligência cognitiva etc. Muitas transformações acontecendo ao mesmo tempo e temos de estar preparados. Quantos negócios já deixaram de existir por causa da evolução da tecnologia? Quantas pessoas poderão ficar desempregadas porque não têm capacitação adequada à nova era? Por isso, os processos de nossas empresas precisam estar estritamente implantados e alinhados para que possamos usar nossos líderes para pensar num futuro estratégico.

 

RF: E quais são os maiores desafios do mercado de distribuição?

Vinhal: O desafio mais recente é acompanhar a legislação, com as novas resoluções do governo. Hoje temos a questão da rastreabilidade em andamento, por exemplo. Por isso, já trouxemos especialistas em nossos encontros e, nos últimos anos, fizemos visitas a países bem avançados tecnologicamente nessa área. Tudo para promover cada vez mais aprendizado e para que possamos nos antecipar às mudanças. Mas reafirmo que o maior desafio será realizar uma gestão afinada que traga ainda mais resultados, pois temos muitas tecnologias e informações disponíveis, tantas que ficamos indecisos no que e como aplicar. Por isso, a associação é uma ponte para fazer networking, promovendo conexões.

 

RF: Quanto o mercado cresceu nos últimos anos?

Vinhal: O mercado farmacêutico brasileiro teve um bom resultado em 2016, com crescimento de 13,1% em relação a 2015, como apurou a Quintiles IMS. O faturamento, por outro lado, saltou de R$ 75,49 bilhões para R$ 85,35 bilhões. Esse crescimento, em vendas e unidades, tem sido constante nos últimos anos, fruto da maior oferta de medicamentos no mercado, o acesso mais fácil a eles por parte da população e a preocupação do brasileiro com a saúde.

 

RF: O setor de distribuição vem sentindo a crise econômica?

Vinhal: No canal de distribuição, a Abradilan tem uma participação fundamental. Os 147 associados da entidade estão presentes em 95% dos municípios em todos os 27 estados. No varejo farma, atendemos 78% das farmácias do País. Em 2016, fomos responsáveis pela comercialização de 936 milhões de unidades de medicamentos e registramos um faturamento de R$ 15.766 bilhões, aumento de 11,5% sobre 2015. Nossos associados estão preparados e capacitados não só para atender, mas para ampliar o atendimento à demanda do mercado. O desafio para o distribuidor é sempre acompanhar as tendências e inovações e apoiar o varejo na elaboração de um mix dirigido de produtos. E queremos, nesse aspecto, que os empresários da Abradilan se tornem cada vez mais competitivos para oferecer melhores serviços aos seus clientes.

 

RF: Como está hoje em dia a questão do roubo de cargas? O setor avançou e já dispõe de tecnologias para reduzir os índices de perda?

Vinhal: O medicamento é muito visado por quadrilhas especializadas por ter alto valor agregado. E, obviamente, toda ação traz uma série de prejuízos em toda a cadeia de distribuição, desde o fabricante até o varejista. Contra isso, o sistema de rastreabilidade tem como objetivo principal reduzir a falsificação e o roubo de medicamentos, garantindo que o usuário tenha um produto autêntico e seguro. Cada parte envolvida na cadeia de distribuição deverá ter tecnologia para leitura desses códigos e assegurar a rastreabilidade desde o recebimento até a venda de cada uma das unidades. Além de ampliarmos a segurança do produto, para o setor, a rastreabilidade dará maior eficiência na gestão e no controle dos processos operacionais e da cadeia de abastecimento, minimizando custos operacionais e rupturas de abastecimento, assim como potencializando a disponibilidade de produtos para venda.

 

RF: Na relação distribuidor versus varejista, que aspectos ainda precisam melhorar?

Vinhal: O distribuidor tem um papel fundamental na cadeia de suprimentos do varejo farmacêutico, em especial o regional, que, muitas vezes, chega a lugares onde outros fornecedores dificilmente visitam em razão da diversidade econômica e cultural ímpar. Nosso setor de distribuição passou e passa por transformações que culminam na profissionalização das empresas e no aumento da competitividade, pois, para servir bem, temos que estar preparados e capacitados. É o que nós da diretoria da Abradilan estamos fazendo com nossos associados. Todos os avanços que trouxeram agilidade e qualidade na oferta de medicamentos e produtos de higiene e beleza comercializados nas farmácias brasileiras se deram, em grande parte, à atuação dos distribuidores.

 

RF: Quais são os critérios mais importantes para o varejo? Tempo de entrega? Integridade do produto? Ou seja: o que contribui para definir a escolha do varejista em relação ao distribuidor que vai atendê-lo?

Vinhal: Para o varejo, todos os aspectos são importantes. Ele necessita receber o produto seguro, com suas propriedades garantidas e no prazo estabelecido para a entrega. Por isso, reforço que, em um país com uma grande extensão territorial como o Brasil, o distribuidor tem um papel de extrema importância. E este, por sua vez, precisa ter capacitação técnica e operacional, com tecnologia, mão de obra qualificada e infraestrutura adequada para atender à demanda, seguindo rigorosamente a legislação vigente e mantendo, acima de tudo, as boas práticas de transporte. Afinal, cada vez mais o setor farmacêutico exige de seus fornecedores de transporte a qualidade total, o erro mínimo e a pontualidade das entregas.

 

RF: Como o senhor avalia o atual cenário econômico e político do País? O setor precisa se preocupar com a queda no consumo?

Vinhal: De todos os setores do varejo, o farmacêutico foi o que menos sentiu todas as turbulências econômicas geradas nos últimos anos e especialmente nos últimos meses. O momento político e econômico do País inspira cuidados, sem dúvida, mas creio no fortalecimento do Brasil em breve. Um bom sinal é que o índice oficial de inflação, o IPCA, continua vindo abaixo do esperado por analistas. Como prova dessa queda consistente, o Conselho Monetário Nacional reduziu a meta de inflação para 2019 dos atuais 4,50% para 4,25% e, em 2020, para 4%. De qualquer forma, o Brasil vai sair dessa.

Comunicação Ascoferj